Conheça Florianópolis

A Ilha da Magia possui muitos atrativos naturais e culturais.

As praias são belas e agradam a todos os gostos. Águas com temperatura agradável, muitas ou poucas ondas e areias que formam dunas incríveis para prática de sandboard. Escolher a praia para ficar é tarefa difícil. As do norte tem ótima infraestrutura; do sul são mais rústicas; e as do leste aptas para ecoturismo e esportes náuticos.

Apesar de tantas praias, é a Lagoa da Conceição o cartão postal natural de Florianópolis, e a Ponte Hercílio Luz a construção que ilustra as lembranças da cidade. Para avistar toda beleza, o Mirante Manoel de Menezes, permite ter uma visão privilegiada da lagoa e região, inclusive as belas ilhas que se destacam em alto mar.

No centro, os casarões que abrigam museus e espaços culturais, dividem a atenção com as igrejas coloniais e o mercado municipal, que juntos dão o charme histórico da cidade. História também é contada pelas fortalezas que já defenderam a região e passaram por batalhas inesquecíveis, como a da Revolução Federalista.

A noite também é agitada, com muitas opções de bares e restaurantes de pratos típicos a base de peixes e frutos do mar, especialmente a ostra e as casas noturnas e beach clubs que proporcionam diversão até o sol raiar novamente. Com tantas opções, sair de Florianópolis é difícil, sendo que muitos visitantes retornam e alguns definitivamente para a Ilha.

O que fazer em Florianópolis

Jurerê

Uma linha tênue separa Jurerê. De um lado, a clássica praia com pousadas, casas de veraneio e o burburinho de famílias em férias ou curtindo o final de semana. Do outro, um reflexo de Miami toma conta da ilha, com mansões e carros importados ocupando as ruas de um refinado bairro planejado. Mas, na fina faixa de areia da praia, todos são iguais perante à imensidão do mar. Além disso, mais de 40 praias pontuam a ilha de Florianópolis. Seja para praticar esportes, curtir a noite ou tirar um tempinho pra você, existe uma opção perfeita.

Lagoa da Conceição

Cartão postal e ponto turístico mais frequentado, a Lagoa da Conceição é o ponto inicial do desenvolvimento de Florianópolis. Localizada no centro geográfico da Ilha, a orla da Lagoa ainda preserva muitas construções coloniais, que hoje são bares, restaurantes, lojas de artesanatos e de outros serviços turísticos. Canto da Lagoa, Canto dos Araçás, Centrinho, Avenida das Rendeiras e Caminho para a Praia Mole se tornam a noite os pontos mais concorridos da cidade, agradando a todos os gostos e estilos.

Os 15 km² de superfície são invadidos por praticantes de wind e kitesurfe, vela, caiaque e jet-ski. Dos morros ao redor decolam parapentes, paragliders e asas-deltas, permitindo uma visão privilegiada da área. O Morro da Lagoa possui um mirante para quem não quer se arriscar tanto para ver de cima a bela lagoa.

Lagoa da Conceição também tem cultura religiosa, com o Santuário de  Nossa Senhora da Conceição, edificada em 1750 no Canto dos Araçás, que abriga os sinos doados por D. Pedro II em 1847 à cidade.

Centro Histórico

Mergulhe na história de Floripa com uma visita ao Centro Histórico e sinta a magia que a Catedral Metropolitana e o Museu Casa Vitor Meirelles emanam. Depois, passe na Casa da Alfândega, pegue aquela lembrancinha básica e vá direto para a Padaria de Sevilha, clássica pelos seus maravilhosos salgados.

Dunas da Joaquina

Areias claras, finas e em movimento: assim são as dunas, áreas de preservação permanente de Florianópolis, que além de emoldurar as lindas praias, proporcionam lazer para os visitantes.

Muitas áreas de dunas podem ser encontradas em Florianópolis. As menores estão localizadas nas praias do Santinho, Moçambique, Campeche, Armação e Pântano do Sul e as maiores ficam na Praia dos Ingleses e na divisa da Praia da Joaquina com a Lagoa da Conceição, que também é a mais famosa das dunas.

Na Praia dos Ingleses, as dunas não são muito altas e se misturam à praia. A maior formação é utilizada como trilha para ir até a Praia Moçambique.

Já as dunas de Joaquina são altas e foi nelas que nasceu o sandboard, o surf de areia, que é a descida das dunas com uma prancha de madeira, similar a de snowboard. Alguns geógrafos afirmam que o esporte deteriora os bancos de areia, mas a prática ainda é permitida e no local há aluguel de pranchas e aulas rápidas para os iniciantes.

Lagoa do Peri

A Lagoa do Peri é a maior lagoa de água doce do litoral de Santa Catarina, e diferente da Lagoa da Conceição, não possui infraestrutura turística na sua orla, sendo ideal para deseja maior contato com a natureza.

Com 5,2 km² de superfície, a Lagoa do Peri é o maior manancial de água potável da Ilha e foi tombada como Patrimônio Natural em junho de 1976. Para sua preservação foi criado o Parque Municipal da Lagoa do Peri, em 1982, uma reserva biológica com 2.030 hectares, de Mata Atlântica nativa rica em fauna e flora.

No verão a Lagoa do Peri recebe ecoturistas que praticam nas suas águas stand up e caiaque e se divertem com boias e pedalinhos. Para trekking são três belas trilhas: Caminho do Saquinho, Caminho da Restinga e Caminho da Gurita. O do Saquinho segue por entre a Mata Atlântica até os engenhos coloniais de cachaça. O Caminho da Restinga segue até a Praia da Armação por áreas arborizadas com pinheiros e eucaliptos em meio a restinga. Já o Caminho da Gurita é o mais conhecido e percorrido, sendo o mais longo dos três e com atrativos para banhos, como o riacho e as pequenas cachoeiras.

O Parque Municipal da Lagoa do Peri é berçário de vários animais, como a ameaçada de extinção gralha-azul, o macaco-prego e a lontra. Esta última ganhou até um espaço especial. O Projeto Lontra é um criadouro científico onde há o desenvolvimento de pesquisas com a espécie e pode ser visitado durante a semana, ou nos finais de semana com agendamento.

No local não há moradores, sendo o Sertão do Peri a comunidade mais próxima, pouco visitada por turistas. No local há engenhos de farinha de mandioca e alambiques artesanais de cachaça.

Fortaleza de São José da Ponta Grossa

A Fortaleza de São José da Ponta Grossa localiza-se na Praia do Forte, na baía norte da Ilha, distante 25 km do centro de Florianópolis. Teve sua construção iniciada em 1740 e finalizada em 1744. Em 1777 sofreu uma invasão espanhola e foi abandona e apenas em 1938 que começou a receber pequenas obras de restauração após ser tombada como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional pelo IPHAN.

As fortes muralhas abrigam a Casa do Comandante e o Paiol de Pólvora que atualmente possui uma exposição denominada “O Cotidiano da Fortaleza de São José da Ponta Grossa – Aspectos da Alimentação”, que apresentam os hábitos dos que residiam na fortaleza, e uma de pelas arqueológicas achadas no local em escavações a partir de 1987. Além disso, é possível visitar a Capela de São José, a Fonte de Água, a Bateria de São Caetano e o Quartel da Tropa, que hoje abriga as artesãs que comercializam as rendas de bilro no local.

Fortaleza de Santo Antônio de Ratones

Localizada na Ilha de Ratones Grandes, na Baía Norte de Florianópolis, dista 20 km do centro da cidade. A Ilha ganhou este nome, pois um explorador espanhol achou seu formato similar a de um grande rato.

A Fortaleza de Santo Antônio de Ratones é a terceira construção que completaria o vértice triangular de defesa da região. Teve sua edificação iniciada em 1740 e concluída em 1744. O forte tem características medievais, como a portada, a ponte levadiça, a fonte de água e o aqueduto. Além disso, é possível visitar duas exposições: uma na Casa do Comandante, fotografias “Fortalezas Portuguesas” e a outra no Quartel da Tropa, “Fortaleza de Santo Antônio – Retrospectiva”.

O entorno da Ilha de Ratones tem exuberante e preservada vegetação de Mata Atlântica. Para os ecoturistas, existem trilhas que permitem a observação da fauna e flora local. E no mar, o projeto de Criação de Mexilhões é um dos maiores espaços de produção de Florianópolis, entre a Ilha de Ratones e o bairro de Santo Antônio de Lisboa.

Forte Marechal Moura de Naufragados

O Forte Marechal Moura de Naufragados está localizado na Praia de Naufragados, extremo sul da Ilha de Florianópolis, acima do Farol.

Foi construído entre os anos de 1909 a 1913 como uma das 12 fortificações de defesa da Ilha. Atualmente, restam no local apenas alguns trechos de muralhas e o armamento original de três canhões de 120 mm, fabricados em 1893

Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição de Araçatuba

A Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição de Araçatuba está localizada na Ilha de Araçatuba, no município de Palhoça, a 19 km de Florianópolis.

Construída entre os anos de 1742 e 1744, foi a única fortaleza de defesa da Baía Sul da Ilha, servindo de presídio em várias ocasiões, inclusive no período da Revolução Republicana. Em 1894 passou a denominar-se oficialmente Forte de Araçatuba e em 1980 foi tombada Patrimônio Histórico e Artístico Nacional pelo IPHAN.  Pertence atualmente ao Exército Brasileiro, não possui estrutura turística e é considerada área de preservação.

Fortaleza de Santa Bárbara

Localizada na Rua Antônio Luz, 260, centro de Florianópolis é a bela construção em frente ao Terminal Urbano de Ônibus da Cidade.

Em 1744 foi concluída sua construção em complemento para defesa da ilha junto à Fortaleza de Santana do Estreito. Durante o século XIX foi enfermaria militar, em 1875 abrigou a Capitania dos Portos, em 1893 sediou o Governo do Estado e desde 1999 é sede administrativa da Fundação Franklin Cascaes. Foi tombado como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional pelo IPHAN em 1984 e desde então restaurado e preservado.

Fortaleza de Santana do Estreito

A Fortaleza de Santana do Estreito foi construída junto ao estreito de união da Baía Norte e Sul, e está localizada na Avenida Beira Mar Norte, embaixo da Ponte Hercílio Luz.

O início de sua construção foi em 1761 e a conclusão em 1765. Em 1893 teve sua história marcada pela Revolução Federalista, fato mais importante de guerra que passou, quando houve troca de tiros com a esquadra rebelde. Em 1938, foi tombada como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional pelo IPHAN, passou por uma restauração em 1969 e atualmente abriga o Museu de Armas da Polícia Militar de Santa Catarina, com uma exposição cronológica do histórico dos mecanismos de disparo de armas de fogo apreendidas pela polícia.

Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim

A Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim está localizada na Ilha de Anhatomirim, na Baía Norte do município de Governador Celso Ramos, vizinho a Florianópolis, distante 50 km da capital Catarinense.

Construída de 1739 a 1744, a Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim foi a mais importante e maior edificação de defesa da região, abrigando a sede do primeiro governo da Capitania de Santa Catarina. Em 1938, foi tombada como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional pelo IPHAN e, em 1979, a Universidade Federal de Santa Catarina ficou responsável por sua restauração e manutenção.

Na Fortaleza é possível visitar o Quartel da Tropa, em estilo clássico; a Portada, de influência oriental e com uma escada de lioz, raro calcário de Portugal; e a Casa do Comandante, onde residiu Silva Paes na primeira sede do Governo de Santa Catarina, e hoje abriga exposições culturais e artísticas, como a Fotográfica “Fortaleza de Santa Cruz – Retrospectiva na Casa do Comandante”.

Santo Antônio de Lisboa

Colônia açoriana de Florianópolis teve seu desenvolvimento iniciado em 1698 e até hoje preserva os antigos casarios e a tradição da pesca artesanal e das festas religiosas.

Casas de várias cores construídas juntinhas deixam o ambiente agradável para uma caminhada histórica. A Praça de Santo Antônio de Lisboa, localizada em frente à igreja barroca de Nossa Senhora das Necessidades é palco da Festa do Divino Espírito Santo, do Terno de Reis e do Cacumbi, tradições religiosas trazidas e mantidas pelos açorianos.

A pesca artesanal segue firme em Santo Antônio de Lisboa, sendo uma das principais atividades econômicas do bairro. Mariscos e ostras são trazidos fresquinhos pelos pescadores e abastecem os restaurantes da cidade, que servem então pratos saborosos e de qualidade.

Outro ponto interessante para conhecer um pouco mais do estilo de vida açoriano no século XIX, é o Engenho dos Açores, localizado na Rua Caminho dos Açores, 1180. Pertence à família de Agenor de Andrade e por seu interesse foi tombado como patrimônio histórico, preservando todas as etapas da produção artesanal de farinha de mandioca, que usava força de bois em vários processos, como para sevar, secar e torrar a farinha. Este engenho também produzia aguardente de cana e açúcar mascavo.

Mirantes

Florianópolis é cercada de muitos morros e do alto é possível ter uma visão panorâmica da Ilha, com suas belas praias emolduradas de prédios ou vegetação. Seis locais tem a vista concorrida e merecem ser visitados: Mirante do Morro da Cruz, Praça Hercílio Luz, Mirante do Morro da Lagoa, Mirante Ponto de Vista, Mirante da Praia Brava e Mirante do Morro das Pedras.

O principal mirante é o do Morro da Cruz, também chamado de Morro do Antão, no centro de Florianópolis. De fácil acesso, a estrutura turística do mirante foi inaugurada em 1984 e possui 285 metros de altitude com uma vista panorâmica do centro histórico da cidade, das Baías Norte e Sul, das três pontes que ligam a Ilha ao continente e de parte dos municípios vizinhos de São José, Palhoça e Biguaçu. É um dos pontos de onde se pode observar o por do sol mais belo de Florianópolis. Há sinalização para chegar ao Morro e próximo ao mirante há um pequeno estacionamento. Existe também uma linha de ônibus, a Morro da Cruz, da empresa Transol, que sai do Terminal de Integração do Centro.

O principal símbolo de Florianópolis, a Ponte Hercílio Luz, pode ser observada de um ângulo privilegiado do mirante na Praça Hercílio Luz, localizada na cabeceira insular ao lado do Parque da Luz. O local não é alto, mas foi considerado um dos melhores locais para fotografar a ponte cartão postal da cidade.

Indo ao interior, próximo a Lagoa da Conceição, existem dois mirantes com infraestrutura turística e onde há uma bela visão das praias da Barra da Lagoa, Galheta e Mole, além da própria Lagoa da Conceição. De um lado da Rodovia Admar Gonzaga, no topo do morro que separa o centro do leste da Ilha, está o Mirante do Morro da Lagoa, com amplo estacionamento e uma lanchonete e no outro lado, há um mirante menor com barracas que vendem souvenires. Próximo ao Mirante do Morro da Lagoa, a plataforma de saltos de voo livre oferece bela paisagem da Lagoa da Conceição e seu centrinho, com acesso por rua asfaltada.

O mirante mais preparado para receber visitantes localiza-se do outro lado da Lagoa, na Rodovia Jornalista Manoel de Menezes, entre a Praia Mole e a Barra da Lagoa. É o Mirante Ponto de Vista, de onde é possível avistar a lagoa e as praias, contando com amplo estacionamento, restaurante, café e algumas lojas.

Ao norte de Florianópolis, o Mirante da Praia Brava oferece uma vista panorâmica de Praia Brava. Localiza-se no ponto mais alto da Avenida Epitácio Bittencourt, o único acesso para a praia. Há um pequeno estacionamento junto a um restaurante que há no local.

Já ao sul da Ilha, do Mirante do Morro das Pedras é possível observar a mais bela paisagem da região, da Praia Morro das Pedras e toda extensão da Praia da Armação. O mirante fica junto à Casa de Retiros Vila Fátima, no alto do Morro das Pedras e possui estacionamento no local. É o único que possui horário de visitação, das 08 às 18h. O acesso é fácil, via Rodovia SC 406 até o Morro das Pedras.

Parque Ecológico do Córrego Grande

Distante das praias existe um recanto de mata nativa e tranquilidade: é o Parque Ecológico do Córrego Grande, que dispõe de uma área total de 21,3 hectares, com ótima infraestrutura para receber os visitantes.

Na Rua João Pio Duarte Silva, número 535, fica a entrada do Parque Ecológico do Córrego Grande, nome do bairro que o abriga. As trilhas interpretativas em meio a Mata Atlântica nativa são as maiores atrações do Parque e proporcionam Educação Ambiental pela visitação guiada e observação de cerca de 100 espécies de árvores, que estão catalogadas e identificadas com placas para facilitar a visualização.

O Parque também possui lagos, playground, brinquedoteca, quadra poliesportiva e quiosques que oferecem aulas gratuitas de Yoga e Tai Chi Chuan. Só chegar ao parque no horário das aulas com sua esteira para fazer os exercícios. O Parque é um ótimo passeio para quem quer variar de ambiente.

Lagoinha do Leste

Lagoinha do Leste é deserta e com muitas opções de ecoturismo. Localizada a 31 km do centro de Florianópolis, o local oferece praia, costões, lagoa, cachoeira e mata nativa, com acesso apenas via trilhas ou embarcações. Desde 1992, a região da Lagoinha do Leste foi decretada área de preservação com a criação do Parque Municipal da Lagoinha do Leste, com 453 hectares com muitas opções para trekking e observação da Mata Atlântica, um dos últimos espaços conservados deste bioma em Florianópolis. Na Praia ocorre um fenômeno raro, com as chamadas algas fosforescentes, que são na verdade plânctons bioluminescentes, que deixam as águas do mar brilhantes, principalmente à noite, gerando um clima mágico no ambiente. Mágica é a Lagoinha do Leste, passeio obrigatório para quem quer integração com a natureza.

Costa da Lagoa

O belo cartão postal de Florianópolis, a Lagoa da Conceição, tem atividades agitadas em suas águas e também na sua costa. Às margens da Lagoa existem bares e restaurantes que servem pratos típicos a base de peixes e frutos do mar, em especial as ostras e mariscos, agitando o horário das refeições. O comércio não fica para trás, atraindo turistas com peças do artesanato local ou da moda praia. Já para quem gosta de esportes ao ar livre, a Costa da Lagoa possui uma via para caminhadas e passeios de bike, movimento garantido todo final de tarde.

Ribeirão da Ilha

Com as construções típicas açorianas mais conservadas de Florianópolis, Ribeirão da Ilha tem destaque também pelos restaurantes típicos que servem as melhores ostras da cidade.

Ribeirão da Ilha ganhou este nome devido ao riacho do Morro da Cabeça do Macaco, o mais alto de Florianópolis com 530 metros, que desemboca na Praia do Saco. Do alto do Morro há uma bela vista da Baía Sul da Ilha, parte do Sertão do Peri, próximo a Lagoa do Peri e maciço do Cambirela, ao sul de Florianópolis.

É a segunda colônia açoriana de Florianópolis e conserva os casarios antigos que atualmente abrigam lojas de artesanatos, o Museu Etnológico do Ribeirão da Ilha e os restaurantes típicos.

Em Ribeirão, a pesca tradicional aliou-se ao cultivo de mariscos, fazendo a gastronomia se desenvolver. Bons restaurantes servem pratos à base de peixes e frutos do mar, fresquinhos e saborosos, ótima pedida para as refeições são as ostras produzidas no local.

A Igreja de Nossa Senhora da Lapa foi construída por escravos com alvenaria em pedra e um tipo de argamassa elaborada com areia, cal e óleo de baleia e foi inaugurada em 1806. As tradições religiosas são parte do calendário local com as Festas de Nossa Senhora da Lapa e do Império do Divino Espírito Santo.

O bairro também abriga o Eco Museu do Ribeirão da Ilha, criado em 1971. O museu está localizado em uma propriedade rural em estilo rudimentar, rodeado de plantas nativas catalogadas, algumas muito raras e quase extintas. Conserva a cultura açoriana do início da colonização da Ilha de Santa Catarina, por meio da exposição de utensílios e maquinários de um engenho de farinha de mandioca, além de objetos trazidos pelos primeiros moradores do local, como um baú de viagem, uma máquina de costuma, um oratório e um presépio artesanal de 1813.

Vilas Açorianas

Portugueses da Ilha dos Açores chegaram a Florianópolis em março de 1748 atraídos pela indústria baleeira e se estabeleceram às margens da Lagoa da Conceição, criando a primeira colônia açoriana. As segundas foram em Santo Antônio de Lisboa e Ribeirão da Ilha, seguindo com São Miguel, São José de Terra Firme, Enseada de Brito e Vila Nova (hoje Imbituba).

Florianópolis até hoje preserva muito dos costumes e tradições dos colonizadores açorianos, principalmente em relação à arquitetura, com casinhas coloridas e geminadas; à culinária, com típicos pratos a base de peixes, frutos do mar; e ao artesanato, com as rendas de bilro trançadas a mão.

Os dois bairros que se conservam tipicamente vila portuguesa, são os segundos colonizados: Santo Antônio de Lisboa e Ribeirão da Ilha.

Ilha do Campeche

A Ilha do Campeche é bastante famosa pelo cenário paradisíaco que oferece. A 2 km da praia do Campeche pode ser acessada por embarcações turísticas ou alugada de moradores e pescadores locais. Formada por costões e com rico ecossistema, que preserva muitas espécies da flora e fauna, a Ilha do Campeche também conserva muita história da região. 10 sítios arqueológicos abrigam mais de 100 inscrições rupestres datadas de mais de 4 mil anos. Pelo valor, a Ilha foi tombada em 2000 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan como Patrimônio Arqueológico e Paisagístico Nacional. Desta forma, por ser patrimônio, há regras na ilha que devem ser seguidas, como o acompanhamento de monitores em todos os passeios.

Ponte Hercílio Luz

A Ponte Hercílio Luz é o cartão postal de Florianópolis, ilustrando as lembrancinhas e é referência da cidade.

Com o objetivo de substituir as travessias de balsa que ligavam a ilha ao continente, a ponte foi projetada no governo Hercílio Luz e teve sua construção iniciada em 1922, sendo inaugurada em 1926. Com um total de 821 metros de comprimento e torres de 75 metros, a estrutura de aço pesa cerca 5 mil toneladas e todo material utilizado foi trazido dos Estados Unidos.

A ponte Hercílio Luz é uma das maiores pontes pênseis do mundo e maior do Brasil. A obra é tombada Patrimônio Histórico e Artístico e é fechada para trânsito de automóveis e pedestres desde 1982.

Na cabeceira insular da ponte, existe um mirante com a mais bela visão do centro histórico de Florianópolis. O Forte de Santana, construído em 1761 e localizado abaixo da ponte, abriga o Museu de Armas, também chamado Museu Major Lara Ribas ou Museu da Ponte. O nome é devido ao Coronel da Polícia Militar Antônio de Lara Ribas que selecionou armas históricas e de valor apreendidas em Santa Catarina e as catalogou para exposição permanente, em um circuito cronológico de evolução dos mecanismos de disparo.

Na área da ponte um passeio agradável pelo Parque da Luz encanta os visitantes. Com área de 37.435 m², o Parque conta com área de lazer, um relógio de sol, ciclovia, quadra poliesportiva e uma lanchonete com vista panorâmica da bela ponte.

Shoppings

Os diversos shoppings da ilha são excelentes pontos de cultura e lazer. Uma boa dica é o tradicional Shopping Beiramar, que conta com 210 lojas, além de oferecer programações culturais como concertos, desfiles, apresentações de dança peças de teatro. Possui uma vista direta para a encantadora baia norte.

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